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simulador

Simulador de Ordenação de Dívidas

Avalanche ou bola de neve: qual te tira das dívidas primeiro, e quanto custa a diferença

Com várias dívidas ao mesmo tempo, a ordem por que as atacas muda o total de juros que pagas e a rapidez com que vês a primeira desaparecer. Insere as tuas dívidas reais e quanto consegues pagar por mês acima dos mínimos: o simulador compara, lado a lado, atacar primeiro a mais cara (avalanche) ou a mais pequena (bola de neve). O cálculo corre inteiramente no teu browser — nada do que escreves sai do teu computador.

As tuas dívidas

Uma linha por dívida: o que ainda deves, a taxa de juro anual e o pagamento mínimo obrigatório.

As dívidas abaixo são um exemplo — substitui pelas tuas assim que começares a editar.

Juro calculado mês a mês sobre o saldo em dívida (taxa anual ÷ 12). Não inclui comissões, seguros associados ao crédito, anuidades de cartão nem penalizações por atraso. Ver a nota metodológica logo abaixo.

Diferença em juros totais
Vantagem da 1.ª vitória

Preenche as tuas dívidas à esquerda para veres as duas estratégias comparadas.

Dívidas ainda por pagar, mês a mês

Avalanche · sem dívidas em
Bola de neve · sem dívidas em
Avalanche · juros totais
Bola de neve · juros totais
Avalanche · primeira vitória
Bola de neve · primeira vitória

As duas estratégias pagam exatamente o mesmo todos os meses. Só muda a ordem por que atacam as dívidas.

Quando desaparece cada dívida

É aqui que a diferença entre as duas estratégias se sente no dia a dia: a avalanche costuma poupar mais juros, mas a bola de neve costuma dar a primeira dívida liquidada bastante mais cedo. As datas assumem que começas já no próximo mês e que não voltas a aumentar nenhuma destas dívidas.

Avalanche

Bola de neve

nota metodológica

Este simulador não aplica nenhuma fórmula legal — não existe nenhuma para isto. Usa juro composto mensal simplificado: em cada mês, o saldo em dívida cresce à taxa anual que indicares a dividir por 12, e só depois entra o pagamento desse mês. Os bancos e os emissores de cartões costumam calcular juros ao dia sobre o saldo real, pelo que o teu extrato pode divergir ligeiramente destes valores — a diferença é pequena, mas existe, e tende a crescer com o prazo. As taxas são assumidas constantes do princípio ao fim, o que não se verifica em créditos de taxa variável. A ordem de ataque de cada estratégia é fixada logo no início, a partir dos valores que inseriste, e não é recalculada mês a mês — para a avalanche isso não muda nada (a taxa de cada dívida não muda), mas para a bola de neve significa que a ordem não se ajusta se os saldos relativos mudarem de forma pouco habitual ao longo do tempo. Não estão incluídas comissões, seguros associados ao crédito, anuidades de cartão, imposto do selo nem penalizações por atraso.

a regra que faz a simulação funcionar

O simulador assume que o teu esforço mensal total se mantém constante até à última dívida: todos os meses pagas o mínimo de cada dívida e canalizas tudo o resto para a dívida-alvo da estratégia. Quando uma dívida é liquidada, o valor que lhe pagavas não volta para o orçamento do dia a dia — passa imediatamente para a seguinte. Se não fizeres isto, os prazos e os juros aqui calculados deixam de se aplicar, e a diferença é grande, não pequena. O último pagamento de cada dívida é sempre reduzido ao saldo que resta, para não pagares a mais.

Como funciona o cálculo

O simulador corre as tuas dívidas mês a mês, duas vezes: uma com a ordem da avalanche (da taxa de juro mais alta para a mais baixa) e outra com a ordem da bola de neve (do saldo mais pequeno para o maior). Em ambos os casos o mês começa com a soma dos juros ao saldo de cada dívida, à taxa anual dividida por 12.

Depois, cada dívida recebe o seu pagamento mínimo. Se escolheres mínimo fixo em euros, é sempre o mesmo valor — é assim que funcionam o crédito pessoal e o crédito automóvel. Se escolheres percentagem do saldo, o mínimo é recalculado todos os meses sobre o saldo já com juros, respeitando o limite em euros que indicares — é assim que funcionam quase todos os cartões de crédito em Portugal, e é por isso que uma dívida de cartão paga sempre ao mínimo se arrasta durante anos: à medida que o saldo desce, o mínimo desce com ele.

Tudo o que sobra do esforço mensal — a tua capacidade extra, mais as prestações já libertadas por dívidas liquidadas — vai inteiro para a dívida-alvo da estratégia. Se esse valor for mais do que o necessário para a liquidar, o excedente passa no mesmo mês para a dívida seguinte da ordem, sem se perder. O processo repete-se até todos os saldos chegarem a zero.

Perguntas frequentes

Pagas o mínimo obrigatório em todas as dívidas e concentras todo o dinheiro que sobra na dívida com a taxa de juro mais alta, seja qual for o saldo dela. Quando essa desaparece, todo esse esforço passa para a seguinte mais cara. É a ordem que tende a minimizar os juros totais pagos.

Pagas o mínimo obrigatório em todas as dívidas e concentras todo o dinheiro que sobra na dívida com o saldo mais pequeno, ignorando a taxa de juro. Tende a pagar um pouco mais de juros do que a avalanche, mas dá a primeira vitória muito mais cedo — e uma estratégia que consegues seguir até ao fim vale mais do que uma perfeita que abandonas a meio.

Nos cartões de crédito em Portugal, o pagamento mínimo é tipicamente definido como uma percentagem do saldo em dívida, com um valor mínimo em euros, e não como uma prestação fixa. Como o saldo desce, o mínimo também desce — o que estica a dívida no tempo. Já o crédito pessoal e o crédito automóvel têm prestação fixa. Por isso este simulador deixa escolher, dívida a dívida, entre as duas formas de mínimo.

Usa a taxa de juro anual (TAN), que é a que gera os juros sobre o saldo em dívida. A TAEG inclui comissões, seguros e outros custos, e por isso é mais alta — se só tiveres a TAEG à mão, o resultado sai um pouco pessimista, mas continua a servir para comparar as duas estratégias entre si.

Normalmente é menor do que se imagina. Em cenários típicos de dívida de consumo, a diferença em juros totais fica na ordem das dezenas de euros, e às vezes as duas estratégias até terminam no mesmo mês. Corre a simulação com os teus números: se a diferença for pequena, escolhe a estratégia que tens mais probabilidade de seguir até ao fim.

Neste simulador, o valor que pagavas nessa dívida não desaparece do teu orçamento — passa imediatamente para a dívida seguinte da ordem escolhida. O esforço mensal total mantém-se constante do início ao fim, e é isso que acelera cada vez mais o processo. Se libertares esse dinheiro para o dia a dia, os prazos e os juros calculados aqui deixam de se aplicar.